quinta-feira, 14 de julho de 2011

Necessidade de dar nome às coisas...

Me surpreendo com algumas coisas que acontecem na clínica... Sei que muitos mestres avisam, mas a gente espera diferente...
Outro dia um pai me questionou se eu nunca vou dizer à ele o que o seu filho tem. Pensei eu: mas que diferença isso faz? Obviamente não foi a resposta que direcionei ao ansioso pai, que, na melhor das inteções, queria saber para, talvez, tentar resolver.
Enfim, conto essa pequena história para dizer que não importa o nome que se dê à qualquer sofrimento psicológico. O que importa é o que a família e a criança estão fazendo com ele. De que forma estão elaborando? Seguem repetindo? O que fazem para organizar essas dificuldades?
O atendimento na clínica é para isso, é para promover um espaço onde os sujeitos possam repetir e elaborar suas questões e, se não elaboram, devem continuar repetindo, até elaborar.
Por isso penso que a ansiedade em dar nome às coisas é tão racional, por vezes, pouco proveitosa... Deixe o inconsciente trabalhar... Não pense tanto!