quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A importância do trabalho e da escolha!

Percebo em vários acontecimentos de um "mísero" dia a importância da escolha consciente da profissão, da relação saudável com o trabalho. Quando estou na formação de Orientação Profissional estou muito envolvida, compreendo, articulo, questino, reflito sobre isso!! Mas, de repente, ao ver um programa de televisão, escutar um rádio, ouvir pessoas conversando no banco, por exemplo, vejo grandes conflitos no que diz respeito a esse assunto! Sim, é a vida cotidiana que nos mostra o quanto os conflitos se repetem, os sofrimentos e questionamentos acerca do mundo do trabalho estão muito presentes.
Estou acompanhando uma competição, na tv por assinatura, de Chefs de cozinha. A maioria das pessoas que competem são cozinheiros amadores que possuem outras profissões (advogados, administradores, consultores, a maioria deles muito bem sucedidos) mas que têm o sonho de se tornarem chefs. Cada pessoa eliminada demonstra que a profissão que gostaria de exercer não é a que está exercendo no momento. Demonstram isso com muito afeto, sentem-se afetados de verdade, emocionados por suas escolhas equivocadas e afirmam, quase sempre, que vão mudar suas escolhas, mesmo que isso custe um "retrocesso" na posição social, mas que precisam ser felizes!!
Ser feliz!! Essa é uma busca que todos devem fazer ao escolher sua profissão. É compreensível que se busque sucesso, dinheiro, status, mas, na minha opinião e de muitos autores que venho lendo, o fundamental é felicidade, haja vista que sem a mesma não conseguiremos ver o lado positivo de todos os demais ganhos (descritos acima) no papel que desempenhamos ao trabalhar.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Necessidade de dar nome às coisas...

Me surpreendo com algumas coisas que acontecem na clínica... Sei que muitos mestres avisam, mas a gente espera diferente...
Outro dia um pai me questionou se eu nunca vou dizer à ele o que o seu filho tem. Pensei eu: mas que diferença isso faz? Obviamente não foi a resposta que direcionei ao ansioso pai, que, na melhor das inteções, queria saber para, talvez, tentar resolver.
Enfim, conto essa pequena história para dizer que não importa o nome que se dê à qualquer sofrimento psicológico. O que importa é o que a família e a criança estão fazendo com ele. De que forma estão elaborando? Seguem repetindo? O que fazem para organizar essas dificuldades?
O atendimento na clínica é para isso, é para promover um espaço onde os sujeitos possam repetir e elaborar suas questões e, se não elaboram, devem continuar repetindo, até elaborar.
Por isso penso que a ansiedade em dar nome às coisas é tão racional, por vezes, pouco proveitosa... Deixe o inconsciente trabalhar... Não pense tanto!

terça-feira, 21 de junho de 2011

Atendimento Infantil

Sempre tive uma predileção por atender crianças. Minha supervisora afirma que este "gosto" não é por acaso... Realmente, se vasculhar a minha história vejo muitas crianças nela. Quando eu tinha meus 10 anos de idade, brincava e cuidava das crianças mais novas do meu condomínio. Com 12 anos fui presenteado com meu primeiro afilhado e daí em diante não faltaram apadrinhamentos aos novos "serezinhos" que chegavam a este mundo.
A infância me encanta. Tanta coisa a descobrir, tanta fantasia, tantas coisas desconhecidas. Uma pureza só, uma imaginação enorme, o que permite ao pequeno infans uma viagem ao fantástico mundo criado por ele mesmo... (Parafraseando o autor do desenho "fantástico mundo de Bob"). Por vezes me recordo de grandes viagens que fiz, quantas coisas inventei e imaginei. Percebo que a introjeção da cultura foi rígida comigo... Quantos cortes recebi, todos eles necessários à minha vida e à minha essência atual. Me orgulho deles, não que todos tenham sido agradáveis, mas me fizeram ser quem eu sou. Pretendo participar de muitos cortes nessa minha caminhada clínica a qual me dedico e tenho participado com as crianças. Dizer que trabalhar com elas é mais fácil é um ledo engano... Elas vêm de mãos com seus pais, e estes estão sempre carregados de coisas muito deles, muito arraigadas, muito sociais, culturais, religiosas, fantasiásticas... As crianças tem uma pureza sim, mas não são ilesas do fantástico mundo dos adultos, e é disso que iremos tratar!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Porque alguém busca atendimento psicológico?

Lembro como se fosse hoje, um querido professor começou o tão almejado sexto semestre do curso de psicologia questionando: "O que leva uma pessoa à buscar psicoterapia?" Diante de diversas respostas, algumas elaboradas, outras nem tanto, ele mesmo responde: "Problemas no amor ou no trabalho".
Essa conclusão, na minha opinião, não deixa de querer dizer que as pessoas buscam atendimento psicológico por encontrarem dificuldades em suas relações, seja na faceta trabalho, seja em todas as outras facetas que envolvem relações interpessoais. Seja com colegas, amigos, namorados, esposas, esposos, pais, mães, filhos, amigos etc... O ser humano se relaciona e isso, a meu ver, é uma das atividades mais difíceis que compete à nossa espécie...
Enfim, trago esta introdução de uma lembrança do tempo da graduação que sempre me fez pensar bastante. Este blog foi criado para divulgar o consultório que acabo de montar. As atividade começarão em aproximadamente 10 dias e o objetivo principal é disponibilizar atendimento à crianças, adolescentes, adultos ou idosos.

ENDEREÇO: Av. Prefeito Osmar Cunha, 183, sala 808A. Ceisa Center -  Centro Florianópolis/SC
FONE: 48 99191401